{"id":1007,"date":"2012-07-31T00:16:46","date_gmt":"2012-07-31T02:16:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.encontrasantoandre.com.br\/noticias\/?p=1007"},"modified":"2019-04-15T10:46:09","modified_gmt":"2019-04-15T12:46:09","slug":"santo-andre-programa-ajuda-morador-de-rua-a-voltar-para-casa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.encontrasantoandre.com.br\/sobre\/santo-andre-programa-ajuda-morador-de-rua-a-voltar-para-casa\/","title":{"rendered":"Santo Andr\u00e9: Programa ajuda morador de rua a voltar para casa"},"content":{"rendered":"<div class=\"4fdc6fbb32335ae240758d21e215a0e4\" data-index=\"1\" style=\"float: none; margin:0px;\">\n<!-- Anuncio display - global -->\r\n<ins class=\"adsbygoogle\"\r\n     style=\"display:block\"\r\n     data-ad-client=\"ca-pub-8585364105181520\"\r\n     data-ad-slot=\"8789329856\"\r\n     data-ad-format=\"auto\"\r\n     data-full-width-responsive=\"true\"><\/ins>\r\n<script>\r\n     (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\r\n<\/script>\n<\/div>\n<p>O retorno para o conv\u00edvio familiar foi um sonho poss\u00edvel para 88 moradores de rua do Grande ABC neste primeiro semestre. Por meio do rec\u00e2mbio, programa mantido pelas secretarias de assist\u00eancia social das prefeituras da regi\u00e3o, eles tiveram oportunidade de restabelecer v\u00ednculos quebrados com entes queridos. Entre os motivos para o afastamento est\u00e3o problemas com \u00e1lcool e drogas, conflitos familiares e at\u00e9 a mudan\u00e7a de cidade em busca de sustento.<\/p>\n<p>Ribeir\u00e3o Pires foi o munic\u00edpio que apresentou mais encaminhamentos de pessoas em situa\u00e7\u00e3o de rua para casa de familiares em outras cidades \u2013 36. Enquanto isso, em Diadema, apenas um morador de rua conseguiu voltar para a resid\u00eancia de parentes na cidade de Santa Catarina. Foram observados 26 casos na cidade de S\u00e3o Bernardo, 20 em Santo Andr\u00e9 e cinco em S\u00e3o Caetano. Mau\u00e1 e Rio Grande da Serra n\u00e3o informaram.<\/p>\n<p>O processo de rec\u00e2mbio come\u00e7a nas rondas feitas pelas equipes do servi\u00e7o municipal, explica a coordenadora do Centro POP (Centro de Refer\u00eancia para a Popula\u00e7\u00e3o de Rua) de S\u00e3o Bernardo, Deyse Andrade. Caso o morador acolhido manifeste desejo de retomar v\u00ednculo com a fam\u00edlia que est\u00e1 longe, \u00e9 feito contato com os parentes para saber se tamb\u00e9m h\u00e1 o mesmo desejo do outro lado, explica. \u201cN\u00e3o basta dizer que mora na Bahia e querer uma passagem para l\u00e1. Todas as partes precisam ser preparadas para essa mudan\u00e7a\u201d, comenta.<\/p>\n<p>A maior parte dos rec\u00e2mbios proporcionados por S\u00e3o Bernardo \u00e9 para outros Estados, principalmente do Nordeste. \u201cO pessoal \u00e9 atra\u00eddo por S\u00e3o Bernardo por causa das empresas e tamb\u00e9m porque \u00e9 a terra do ex-presidente Lula\u201d, destaca Dayse.<\/p>\n<p>J\u00e1 em Diadema, o processo \u00e9 diferente, explica a servidora da Coordena\u00e7\u00e3o de Prote\u00e7\u00e3o Social Especial da Secretaria de Assist\u00eancia Social e Cidadania da cidade, Joana Maria Gouveia Franco Duarte. Cerca de 80% dos moradores de rua t\u00eam resid\u00eancia fixa e n\u00e3o quer voltar para casa, seja por enfrentar problemas com depend\u00eancia qu\u00edmica ou dificuldade de conviv\u00eancia com a fam\u00edlia. Al\u00e9m disso, a maior parte deles mora na Regi\u00e3o Metropolitana da Capital.<\/p>\n<p>ESPERAN\u00c7A<\/p>\n<p>N\u00e3o foi f\u00e1cil para a equipe da assist\u00eancia social de S\u00e3o Bernardo tirar Nelita das Dores Ramos, 58 anos, das ruas da cidade. Com a esperan\u00e7a de melhorar de vida, a mineira de Caratinga saiu de l\u00e1 em 1977 e chegou em S\u00e3o Bernardo em 1983. Morou por 15 anos no Terminal Ferraz\u00f3polis e aprendeu a sobreviver com o dinheiro que conseguia gra\u00e7as a \u201cbicos\u201d. Desde janeiro ela mora no albergue municipal.<\/p>\n<p>Motivada por uma \u00falcera ocular, Nelita aceitou ajuda, deixou o alcoolismo e hoje sonha em ter uma casa e reencontrar a filha, deixada h\u00e1 35 anos. A busca n\u00e3o \u00e9 simples. A ex-moradora de rua perdeu contato com a irm\u00e3 em 1999, quando a filha. Gisele Margarida de Oliveira, tinha 24 anos. \u201cJ\u00e1 entramos em contato com a assist\u00eancia social do munic\u00edpio, mas at\u00e9 agora n\u00e3o temos novidades\u201d, observa Dayse.<\/p>\n<p>Em Santo Andr\u00e9, a hist\u00f3ria \u00e9 diferente. Lucia Maria da Concei\u00e7\u00e3o, 57, se viu em situa\u00e7\u00e3o de rua h\u00e1 seis meses, quando brigou com a filha e com o genro e foi posta para fora de casa. Depois de quatro dias na rua, ela aceitou acolhimento dos assistentes sociais da Prefeitura e hoje usa o albergue municipal para passar as noites.<\/p>\n<p>O desejo inicial era voltar para Bel\u00e9m, na Para\u00edba, onde abandonou a seca h\u00e1 32 anos. Quando estava tudo pronto para o rec\u00e2mbio, o cora\u00e7\u00e3o falou mais alto e ela desistiu. Tudo porque os planos de vida foram refeitos a partir do in\u00edcio do namoro com homem 27 anos mais novo. \u201cQuero voltar, mas antes vou conseguir emprego e fazer p\u00e9-de-meia\u201d, diz Lucia.<\/p>\n<p><em>Fonte: Di\u00e1rio do Grande ABC<\/em><\/p>\n\n<div style=\"font-size: 0px; height: 0px; line-height: 0px; margin: 0; padding: 0; clear: both;\"><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O retorno para o conv\u00edvio familiar foi um sonho poss\u00edvel para 88 moradores de rua do Grande ABC neste primeiro semestre. Por meio do rec\u00e2mbio, programa mantido pelas secretarias de assist\u00eancia social das prefeituras da regi\u00e3o, eles tiveram oportunidade de restabelecer v\u00ednculos quebrados com entes queridos. Entre os motivos para o afastamento est\u00e3o problemas com \u00e1lcool e drogas, conflitos familiares e at\u00e9 a mudan\u00e7a de cidade em busca de sustento. 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