{"id":1497,"date":"2013-03-18T00:34:24","date_gmt":"2013-03-18T02:34:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.encontrasantoandre.com.br\/noticias\/?p=1497"},"modified":"2019-04-15T10:45:48","modified_gmt":"2019-04-15T12:45:48","slug":"em-santo-andre-e-regiao-18-mil-vivem-com-agua-a-conta-gotas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.encontrasantoandre.com.br\/sobre\/em-santo-andre-e-regiao-18-mil-vivem-com-agua-a-conta-gotas\/","title":{"rendered":"Em Santo Andr\u00e9 e regi\u00e3o, 18 mil vivem com \u00e1gua a conta-gotas"},"content":{"rendered":"<div class=\"4fdc6fbb32335ae240758d21e215a0e4\" data-index=\"1\" style=\"float: none; margin:0px;\">\n<!-- Anuncio display - global -->\r\n<ins class=\"adsbygoogle\"\r\n     style=\"display:block\"\r\n     data-ad-client=\"ca-pub-8585364105181520\"\r\n     data-ad-slot=\"8789329856\"\r\n     data-ad-format=\"auto\"\r\n     data-full-width-responsive=\"true\"><\/ins>\r\n<script>\r\n     (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\r\n<\/script>\n<\/div>\n<p>A dona de casa Selma Cavalcanti, 52 anos, teve paralisia infantil e sofre de sequelas na perna esquerda. Ela depende de pr\u00f3tese e usa muletas para se locomover. Mesmo assim, \u00e9 obrigada a escalar escadas para ter \u00e1gua em sua casa, na Estrada Municipal, no bairro Tatetos, em S\u00e3o Bernardo. Ela \u00e9 um dos cerca de 18 mil moradores que dependem do caminh\u00e3o-pipa para abastecimento em Santo Andr\u00e9, S\u00e3o Bernardo e cidade de Diadema. Mau\u00e1 e S\u00e3o Caetano disseram n\u00e3o ter situa\u00e7\u00f5es do tipo. Em Ribeir\u00e3o Pires e\u00a0Rio\u00a0Grande da Serra, a Sabesp (Companhia de Saneamento do Estado de S\u00e3o Paulo) n\u00e3o informou.<\/p>\n<p>Para n\u00e3o ficar sem o recurso, Selma, que mora no Tatetos h\u00e1 26 anos, usa quatro tambores para armazenamento, al\u00e9m da caixa. Quando o reservat\u00f3rio esvazia, \u00e9 obrigada a puxar com a boca a \u00e1gua dos tambores para colocar na caixa, ligada \u00e0 tubula\u00e7\u00e3o da casa. Antes, por\u00e9m, sobe at\u00e9 o alto do morro onde fica a resid\u00eancia, tarefa complicada para quem tem dificuldades de locomo\u00e7\u00e3o. &#8220;\u00c0s vezes pe\u00e7o ajuda ao meu ex-marido. Mas se n\u00e3o tiver ningu\u00e9m, preciso me virar.&#8221;<\/p>\n<p>Vizinha de Selma, a dona de casa Hilda Alves de Carvalho, 48, tem quase 20 tambores para armazenar \u00e1gua. Protetora de animais, depende do l\u00edquido para dar de beber a 26 c\u00e3es e 16 gatos e fazer a limpeza do canil. Ela garante que, nas \u00faltimas tr\u00eas semanas, o caminh\u00e3o veio uma vez a cada sete dias, mas nem sempre \u00e9 assim. &#8220;J\u00e1 ficamos at\u00e9 20 dias sem \u00e1gua. Quando isso acontece, sou uma das \u00fanicas que liga para a subprefeitura do\u00a0Riacho\u00a0Grande para pedir o caminh\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>Em S\u00e3o Bernardo, al\u00e9m do Tatetos, s\u00e3o abastecidos dessa forma os n\u00facleos Santa Cruz, Taquacetuba, Capelinha, Botujuru, Zanzala e Battistini. A periodicidade, segundo a\u00a0Prefeitura de S\u00e3o Bernardo, \u00e9 a cada dez dias.<\/p>\n<p>A administra\u00e7\u00e3o municipal ainda informou que a responsabilidade por melhorias nesses bairros \u00e9 da Sabesp, que, por sua vez, n\u00e3o tem previs\u00e3o de obras por se tratar de \u00e1reas irregulares e de mananciais.<\/p>\n<p>Diadema<\/p>\n<p>Hist\u00f3rias semelhantes se repetem no S\u00edtio Joaninha e na Vila Santa F\u00e9, em Diadema, onde ao menos 5.000 pessoas dependem do caminh\u00e3o-pipa, segundo a Saned (Companhia de Saneamento de Diadema).<\/p>\n<p>Na Rua 4 do S\u00edtio Joaninha, a operadora de caixa Adriana de Almeida, 28, precisa puxar a mangueira pesada do ve\u00edculo degraus acima. Depois, sobe a escada de pedreiro para chegar ao telhado, onde ficam a caixa d&#8217;\u00e1gua e os tambores. &#8220;Se o motorista assobiar l\u00e1 embaixo e ningu\u00e9m descer para puxar a mangueira, passamos uma semana sem \u00e1gua.&#8221;<\/p>\n<p>Apesar de a Saned afirmar que o caminh\u00e3o abastece o bairro diariamente, as fam\u00edlias garantem que ele s\u00f3 passa uma vez por semana.<\/p>\n<p>Na casa da auxiliar de limpeza Iraci Pereira dos Santos, 31, o banho \u00e9 gelado. Por causa das liga\u00e7\u00f5es irregulares de energia, o chuveiro n\u00e3o esquenta. &#8220;Tomo banho no servi\u00e7o, ou esquento \u00e1gua e tomo de canequinha.&#8221;<\/p>\n<p>Desempregada, Isabel Teixeira, 34, agora tem tempo para limpar os tambores antes de receber o l\u00edquido. &#8220;Quando trabalhava, se sabia que o caminh\u00e3o viria no dia seguinte, fazia a limpeza l\u00e1 pelas 22h.&#8221;<\/p>\n<p>Os moradores cansaram de ouvir promessas. A urbaniza\u00e7\u00e3o do bairro, anunciada no ano passado, n\u00e3o saiu do papel. &#8220;Meu sonho \u00e9 ter \u00e1gua na torneira como qualquer um&#8221;, diz Adriana, que teme que os reservat\u00f3rios dos vizinhos atraiam mosquitos da dengue, pois muitos n\u00e3o cobrem as caixas.<\/p>\n<p>Sem pagamento n\u00e3o h\u00e1 \u00e1gua na cidade de Santo Andr\u00e9<\/p>\n<p>Em S\u00e3o Bernardo e Diadema, a \u00e1gua do caminh\u00e3o-pipa \u00e9 fornecida gratuitamente \u00e0s fam\u00edlias que n\u00e3o t\u00eam rede de abastecimento. Em Santo Andr\u00e9, por\u00e9m, os moradores pagam antecipado pelo consumo. Nos bairros Recreio da Borda do Campo e Parque Andreense, quase 10 mil pessoas vivem assim, o equivalente a 2% da popula\u00e7\u00e3o da\u00a0cidade.<\/p>\n<p>Na quinta-feira, quando a equipe a reportagem esteve no bairro Recreio da Borda do Campo, ao menos dez caminh\u00f5es-pipas foram e voltaram, cheios e vazios, pela Avenida Mico Le\u00e3o Dourado.<\/p>\n<p>Na Rua Sagui da Serra, o operador de circuito fechado de televis\u00e3o F\u00e1bio Prado, 27 anos, viu o caminh\u00e3o passar direto por sua casa. Estava sem dinheiro para comprar o ticket de R$ 76,80, equivalente a 30 mil litros de \u00e1gua, que duram cerca de 40 dias. &#8220;Tenho dois filhos pequenos e quase n\u00e3o resta nada na caixa. Vou ter de esperar at\u00e9 a pr\u00f3xima semana para acertar a conta e, assim, ter o abastecimento.&#8221;<\/p>\n<p>Para a dona de casa Terezinha de Jesus Costa Gilhon, 57, a situa\u00e7\u00e3o se define com apenas uma palavra: humilha\u00e7\u00e3o. &#8220;Sabemos que os motoristas n\u00e3o t\u00eam culpa, mas, \u00e0s vezes, \u00e9 desesperador. Quando h\u00e1 greves ou atrasos, temos de ficar ligando e cobrando para ter algo que as pessoas tem ao girar a torneira, facilmente.&#8221;<\/p>\n<p>Os moradores garantem que as greves s\u00e3o comuns. &#8220;No come\u00e7o deste ano teve uma. Estava aquele calor\u00e3o e ficamos quase um m\u00eas sem \u00e1gua&#8221;, relembra o eletricista de manuten\u00e7\u00e3o Sidnei Silva, 50.<\/p>\n<p>O morador diz que teve de aprender a economizar. &#8220;Reutilizamos a \u00e1gua do tanquinho para lavar o quintal, tomamos banhos r\u00e1pidos e juntamos roupa antes de lavar.&#8221;<\/p>\n<p>Silva reclama ainda que h\u00e1 redes de esgoto instaladas na via, mas que nunca funcionaram. &#8220;E somos cobrados.&#8221;<\/p>\n<p>Conforme o Semasa (Servi\u00e7o Municipal de Saneamento Ambiental de Santo Andr\u00e9), as redes foram autorizadas pela Secretaria do Verde e Meio Ambiente, j\u00e1 que toda a \u00e1rea \u00e9 coberta pela Lei de Prote\u00e7\u00e3o de Mananciais. A autarquia promete que retomar\u00e1 a complementa\u00e7\u00e3o das redes de esgoto e elevat\u00f3rias at\u00e9 o fim de abril e, depois, ser\u00e3o iniciadas as redes de \u00e1gua.<\/p>\n<p><em>Fonte: Di\u00e1rio do Grande ABC<\/em><\/p>\n\n<div style=\"font-size: 0px; height: 0px; line-height: 0px; margin: 0; padding: 0; clear: both;\"><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A dona de casa Selma Cavalcanti, 52 anos, teve paralisia infantil e sofre de sequelas na perna esquerda. Ela depende de pr\u00f3tese e usa muletas para se locomover. Mesmo assim, \u00e9 obrigada a escalar escadas para ter \u00e1gua em sua casa, na Estrada Municipal, no bairro Tatetos, em S\u00e3o Bernardo. Ela \u00e9 um dos cerca de 18 mil moradores que dependem do caminh\u00e3o-pipa para abastecimento em Santo Andr\u00e9, S\u00e3o Bernardo e cidade de Diadema. Mau\u00e1 e S\u00e3o Caetano disseram n\u00e3o ter situa\u00e7\u00f5es do tipo. 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