{"id":354,"date":"2011-07-19T17:07:44","date_gmt":"2011-07-19T19:07:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.encontrasantoandre.com.br\/noticias\/?p=354"},"modified":"2019-04-15T10:47:22","modified_gmt":"2019-04-15T12:47:22","slug":"moradores-de-rua-tomam-pontos-na-regiao-central-de-santo-andre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.encontrasantoandre.com.br\/sobre\/moradores-de-rua-tomam-pontos-na-regiao-central-de-santo-andre\/","title":{"rendered":"Moradores de rua tomam pontos na regi\u00e3o central de Santo Andr\u00e9"},"content":{"rendered":"<div class=\"4fdc6fbb32335ae240758d21e215a0e4\" data-index=\"1\" style=\"float: none; margin:0px;\">\n<!-- Anuncio display - global -->\r\n<ins class=\"adsbygoogle\"\r\n     style=\"display:block\"\r\n     data-ad-client=\"ca-pub-8585364105181520\"\r\n     data-ad-slot=\"8789329856\"\r\n     data-ad-format=\"auto\"\r\n     data-full-width-responsive=\"true\"><\/ins>\r\n<script>\r\n     (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\r\n<\/script>\n<\/div>\n<p>Ruas repletas de carros estacionados, cal\u00e7adas abarrotadas de pessoas e cobertas por marquises, caixas de papel\u00e3o e sacos com material para reciclagem perfilam a sarjeta, o aroma do ambiente fica por conta dos restaurantes do entorno. O cen\u00e1rio poderia descrever bem a regi\u00e3o central de qualquer\u00a0cidade, mas tamb\u00e9m \u00e9 um atrativo para sem-teto. Pelo menos em guia de Santo Andr\u00e9, ruas do Centro se transformaram em moradia para essas pessoas. A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 mais percept\u00edvel no bairro\u00a0Casa Branca, regi\u00e3o central, onde se encontra a Casa Amarela, institui\u00e7\u00e3o de apoio aos moradores de rua.<\/p>\n<p>Quem passa pelas principais ruas da regi\u00e3o central, como avenidas Queiroz dos Santos e Firestone, reclama que a abordagem dos mendigos \u00e9 constante. N\u00e3o roubam, o inc\u00f4modo \u00e9 pela mendic\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Em um supermercado localizado na conflu\u00eancia da Queiroz dos Santos com Rua Siqueira Campos, um canto do passeio acomoda v\u00e1rios sem-teto. Alguns estacionam os carrinhos cheios de material recicl\u00e1vel. O uso de bebidas alco\u00f3licas \u00e9 comum. Inclusive, eles se \u2018reabastecem&#8217; no com\u00e9rcio local. &#8220;Chegam com moedinhas e compram pinga ou outra bebida barata. O problema \u00e9 que incomodam os clientes, que ficam com medo por causa da apar\u00eancia dos mendigos&#8221;, contou uma das gerentes do supermercado.<\/p>\n<p>A equipe do Di\u00e1rio acompanhou dois moradores de rua instalados na esquina da Artur de Queiroz. T\u00e3o logo conseguiram alguns trocados, correram para o supermercado. Sem receio, entraram na loja e se dirigiram para a prateleira de bebidas. A prefer\u00eancia \u00e9 por uma pinga vendida em uma garrafinha transparente. Os dois aguardam na fila do caixa enquanto Moleque, um vira-latas nas cores preta e marrom, espera atenciosamente na entrada do estabelecimento. Ora recebe um empurr\u00e3o, um leve e r\u00e1pido carinho, ora uma\u00a0carreira. Mas \u00e9 persistente, espera os donos sa\u00edrem, usarem o banheiro que fica na parte de fora, e segue a dupla.<\/p>\n<p>&#8220;A gente compra uma pinguinha para esquentar. Sei que as pessoas n\u00e3o gostam, mas \u00e9 a vida que a gente leva h\u00e1 muito tempo&#8221;, contou Genival Ferreira da Silva, 42 anos, 14 deles rondando ruas de S\u00e3o Bernardo e Santo Andr\u00e9. &#8220;Tenho problema, sabe. Por isso n\u00e3o posso trabalhar. Mas logo vou come\u00e7ar a vender amendoins&#8221;, explicou.<\/p>\n<p>O amigo, Michel Rebello Loureiro, 25, perdeu a m\u00e3o em um acidente. \u00c9 menos falante, mas tamb\u00e9m sabe por que est\u00e1 nas ruas. &#8220;Nasci sem casa. Meus pais tamb\u00e9m eram sem-teto.&#8221;<\/p>\n<p>FILA<br \/>\nDona Cec\u00edlia dos Santos, 70 anos, prefere n\u00e3o ajudar o grupo dos pedintes. H\u00e1 seis anos, ela tem um restaurante no bairro. &#8220;Eles entram, pedem esmolas para a clientela, usam o banheiro. Se der comida para um, logo come\u00e7a a se formar uma fila di\u00e1ria para pedir prato-feito&#8221;, disse, referindo-se \u00e0 situa\u00e7\u00e3o que passou no come\u00e7o do empreendimento.<\/p>\n<p>A Secretaria de Inclus\u00e3o Social informou que existem 350 pessoas morando nas ruas da cidade, e que o Centro de Refer\u00eancia Especializado de Assist\u00eancia Social \u00e9 respons\u00e1vel por atender essas pessoas. Por dia, o local recebe entre 70 e 100 moradores de rua. O \u00f3rg\u00e3o explicou que aborda os sem-teto, por\u00e9m, &#8220;ocorrem recusas e n\u00e3o temos como proibi-los de permanecer no local.&#8221;<\/p>\n<p><em>Fonte: Di\u00e1rio do Grande ABC<\/em><\/p>\n\n<div style=\"font-size: 0px; height: 0px; line-height: 0px; margin: 0; padding: 0; clear: both;\"><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ruas repletas de carros estacionados, cal\u00e7adas abarrotadas de pessoas e cobertas por marquises, caixas de papel\u00e3o e sacos com material para reciclagem perfilam a sarjeta, o aroma do ambiente fica por conta dos restaurantes do entorno. O cen\u00e1rio poderia descrever bem a regi\u00e3o central de qualquer\u00a0cidade, mas tamb\u00e9m \u00e9 um atrativo para sem-teto. Pelo menos em guia de Santo Andr\u00e9, ruas do Centro se transformaram em moradia para essas pessoas. 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