Subsede APEOESP

O Lançamento do Comitê

No dia 28 deste mês, teve início o primeiro comitê dedicado a combater as demissões e os ataques promovidos pelas administrações de Tarcísio e Feder. Esta iniciativa é liderada pela Subsede da APEOESP localizada em Santo André, que conta com o envolvimento de inúmeros educadores que integram a categoria, muitos dos quais enfrentam a realidade das demissões este ano.

A Luta por Educação de Qualidade

O lançamento ocorreu na sede do Sindicato de Químicos do ABC e está dentro da campanha defendida pela subsede, cujo lema é “Nenhum professor sem emprego e nenhum estudante sem escola!”. A proposta é expandir a criação de comitês em todas as subsedes e colocar em prática a greve já. Esta mobilização é fundamental diante dos severos ataques que a educação de São Paulo vem sofrendo, que resultaram na demissão de mais de 40 mil docentes.

Impacto das Demissões no Ensino

As consequências das demissões não se limitam apenas à desestruturação do corpo docente; milhares de estudantes têm enfrentado a dificuldade de não ter uma sala de aula regular. Além disso, muitos dos professores que permanecem na ativa estão sobrecarregados, com suas aulas divididas em diferentes instituições, o que compromete a qualidade do ensino. O sistema de avaliação Black atualmente em vigor tem demonstrado ser unilateral e perseguidor, intensificando a pressão sobre os educadores.

comité contra demissões

Mobilização da Subsede APEOESP

No evento de lançamento, professores e professoras, incluindo algumas que foram despedidas indiscriminadamente, testemunharam as dificuldades enfrentadas. Esses relatos trazem à tona a necessidade urgente de resistência e mobilização. Há uma forte crença na importância de erguer um movimento unificado, onde todos os educadores, demitidos ou não, se unam para lutar contra os ataques aos direitos trabalhistas e à educação pública.

Unificação da Categoria Educacional

Durante as falas no evento, foi ressaltada a necessidade de união entre os docentes, com a ideia de que aqueles que têm aulas atualmente podem, a qualquer momento, ser os próximos a enfrentar demissões. Essa crítica situação enfatiza a urgência de uma ação coletiva sólida, criando uma frente de resistência contra as imposições de Tarcísio.



Contra a Militarização das Escolas

Um dos pontos de resistência levantados por educadores no comitê é a crescente militarização das escolas. O governo, sob a liderança de Tarcísio, tem implementado escolas cívico-militares, que não apenas trazem à tona um retrocesso no tratamento educacional, mas também expõem os alunos a situações de assédio e discriminação. Essa abordagem é condenada com veemência pelos presentes, que defendem uma educação democrática e inclusiva.

Depoimentos de Professores Demitidos

Inevitavelmente, as histórias de professores demitidos marcaram o evento. Esses relatos, permeados por questões de justiça e solidariedade, trazem à luz a luta diária enfrentada por aqueles que dedicam suas vidas ao ensino. A dor da demissão, a luta contra perseguições na gestão escolar e a pressão social foram retratadas por essas vozes que clamam por reconhecimento e justiça.

Solidariedade entre Educadores

A construção de um sentido coletivo de solidariedade também foi enfatizada nas discussões, onde a ideia de que nenhum educador deve ficar sozinho nessa batalha foi reiterada. As trocas de experiências e a construção de um espírito de luta são essenciais para estabelecer um vínculo entre os docentes, criando uma rede de apoio que seja capaz de enfrentar as adversidades.

A Importância da Organizações de Base

O fortalecimento da organização base foi um tema central nas discussões do comitê. Todos concordaram que o papel de estruturas organizadas é vital para permanecerem na luta contra a precarização e a desvalorização do trabalho docente. Assim, a formação de comitês de base pode ser um fator diferencial para unir e fortalecer a categoria de forma a resistir às politicas neoliberais e de privatização.

Próximos Passos para o Comitê

A estratégia a ser adotada pelo comitê inclui a elaboração e divulgação de uma carta aberta aos demais sindicatos e categorias, convocando todos para um movimento unificado em defesa da educação. Esta carta busca conscientizar sobre a urgência de mobilização e luta contra os ataques neoliberais perpetrados pelo governo Tarcísio. A realização de atos, debates e assembleias também está nos planos do comitê, para continuar solidificando a resistência e a luta por um sistema educacional público, gratuito e de qualidade.



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