Santo André e Mauá registram primeiros casos de Mpox em 2026 | Diário do Grande ABC

Casos Confirmados de Mpox no Grande ABC

As cidades de Santo André e Mauá, localizadas na região do Grande ABC, reportaram os primeiros casos de Mpox confirmados em 2026, sendo um caso em cada cidade. Segundo as informações do painel de monitoramento da Secretaria Estadual da Saúde, atualizado na sexta-feira, 6 de março, a região está analisando mais oito casos suspeitos. No total, 13 registros foram descartados, e felizmente, não houve óbitos relacionados a essa doença.

Os casos identificados incluem um homem na faixa etária de 40 a 44 anos e uma jovem entre 15 e 19 anos. Vale destacar que a secretaria não detalhou os perfis dos pacientes de acordo com a cidade. A Prefeitura de Santo André, por sua vez, está investigando quatro notificações, enquanto Diadema e Ribeirão Pires descartaram quatro e uma, respectivamente. As outras administrações locais não divulgaram dados sobre os casos. Em todo o estado de São Paulo, até agora, foram registrados 65 casos nos primeiros meses de 2026.

O Que é Mpox e Seus Sintomas

Mpox, anteriormente conhecida como varíola dos macacos, é uma doença viral que pode provocar sintomas como febre, feridas na pele e, em geral, evolui de forma benigna. O grande desafio da Mpox reside em sua contagiosidade. A maioria dos casos apresenta apenas algumas erupções cutâneas, geralmente entre quatro a cinco, das quais muitos pacientes se recuperam sem complicações.

Mpox

Apesar de muitas vezes não ser grave, pessoas com sistemas imunológicos comprometidos, como pacientes oncológicos ou aqueles com doenças que reduzem a imunidade, estão em risco maior de apresentarem quadros mais severos.

Transmissão da Mpox: Como Evitar Contágio

O principal modo de transmissão da Mpox é através do contato direto da pele com a pele, o que significa que é essencial evitar tal contato, especialmente com pessoas que apresentem lesões visíveis. Além disso, ao surgirem sintomas suspeitos, como febre ou erupções na pele, é fundamental buscar atendimento médico imediatamente.

Situação Epidemiológica em São Paulo

Enquanto no Grande ABC as confirmações somam 28 no ano de 2025, com 78 casos descartados e nenhuma morte associada, o panorama do estado de São Paulo em anos anteriores apresentou um número elevado de infecções. No primeiro ano em que o vírus circulou de maneira significativa no Brasil, 2022, São Paulo registrou 4.283 casos confirmados e um total de três óbitos. Na mesma época, a região do Grande ABC contabilizou 220 confirmações, mantendo-se sem registros de mortes.



A situação nos anos seguintes ficou mais controlada, com apenas dez casos em 2023 e 170 em 2024. Nesta nova fase de 2026, o Ministério da Saúde indica que existem 88 casos confirmados no Brasil até o dia 25 de fevereiro.

Investigação de Ocorrências em Santo André e Mauá

Na região do Grande ABC, a saúde pública está atenta às investigações sobre os casos suspeitos. A presença de quatro notificações investigadas por Santo André, juntamente com a análise em Diadema e Ribeirão Pires, revela uma necessidade de vigilância constante e comunicação entre os municípios para garantir que todos os casos sejam monitorados adequadamente.

Respostas das Autoridades de Saúde

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo revelou que está monitorando continuamente a situação epidemiológica da Mpox e mantém um diálogo constante com as secretarias municipais e o sistema de saúde local. Os serviços de saúde têm se dedicado a identificar precocemente os casos, notificando, investigando, testando e acompanhando clinicamente os pacientes, além de rastrear e monitorar os contatos dos indivíduos infectados.

Grupo de Risco e Cuidados a Serem Tomados

Os grupos mais vulneráveis à infecção pela Mpox incluem pessoas que estão com a imunidade reduzida. Isso se aplica especialmente a indivíduos em tratamento de câncer ou com outras condições que comprometem o sistema imunológico. É vital que esses grupos tomem precauções extra, evitando o contato com indivíduos que apresentem lesões de pele e se mantenham atentos aos sintomas.

Orientações para a População

As recomendações para prevenir a transmissão da Mpox incluem evitar o contato direto com lesões de pessoas infectadas e buscar atendimento médico ao perceber os primeiros sinais da doença. Nas orientações gerais, a população é incentivada a manter práticas de higiene e a se informar sobre os riscos associados ao contato com pessoas doentes e o manejo de possíveis lesões.

Histórico de Casos de Mpox na Região

O histórico de casos de Mpox na região do Grande ABC, desde o início dos registros em 2022 até março de 2026, revela 1.443 notificações e 330 confirmações, todas sem óbitos ocorrendo até agora. A distribuição desses casos mostra uma concentração significativa no início da propagação do vírus no Brasil nos anos de 2022, seguido por um controle gradual ao longo dos anos seguintes.

Expectativas para o Controle da Doença

A vigilância epidemiológica continua sendo uma prioridade para as autoridades de saúde, que buscam assegurar que a Mpox não se torne um grande surto. O infectologista Juvencio Furtado alerta para a possibilidade de subnotificações, especialmente entre pacientes que apresentam sintomas leves, que podem não procurar atendimento médico e, assim, ficam fora dos registros. O foco permanece na identificação e manejo de casos, além da conscientização sobre a doença.



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